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Geografia

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"EL NIÑO" 

IMPACTOS MUNDIAIS DO EL NIÑO DE 1982-1983

LOCALIZAÇÃO 

FENÔMENOS

VITIMAS 

PERDAS (US$) 

Estados Unidos 
Estados montanhosos e do Pacífico 
tempestades 45 mortos 1,1 bilhão
Estados do Golfo enchentes 50 mortos 1,1 bilhão
Nordeste tempestades  66 mortos

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Havaí  furacão 1 morto 230 mihões
Cuba  enchentes 15 mortos 170 milhões
México e América Central  secas

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600 milhões
Equador e norte do Peru  enchentes 600 mortos 650 milhões
Sul do Peru e oeste da Bolívia  secas

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240 milhões
Sul do Brasil e norte da Argentina  enchentes 170 mortos 3 bilhões
Bolívia  enchentes
50 mortos 
2.600 sem casa
300 milhões
Taiti furacão 1 morto 50 milhões
Austrália secas e fogo
71 mortos 
8.000 sem casa
2,5 milhões
Indonésia secas 340 mortos 500 milhões
Filipinas secas

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450 milhões
Sul da Índia e Sri Lanka secas

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150 milhões
Sul da China chuvas excessivas 600 mortos 600 milhões
Oriente Médio, principalmente Líbano frio e neve 65 mortos 50 milhões
Sul da África secas doenças e famintos 1 bilhão
Península Ibérica e norte da África secas

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200 milhões
Europa Ocidental enchentes 25 mortos 200 milhões

Francisco Mendonça é Doutor em Geografia Física pela USP e professor no Departamento de Geografia da UFPR, onde desempenha a função de vice-coordenador do Programa de Doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento.

 

ALGUNS EXEMPLOS DE SEUS IMPACTOS

 

1957-1958: Morte de cerca de 20 milhões de pássaros na costa peruana.

1982-1983: O mais violento do século. Austrália, Indonésia e África austral e saheliana sofreram seca extrema, que deixou 60 mil mortos na Etiópia e provocou incêndios de forte impacto sobre a vegetação, enquanto verdadeiras trombas d'água caíam sobre as costas orientais do Pacífico (até na Califórnia) e ciclones assolavam a Polinésia francesa. Nas Ilhas Christmas, 95% dos pássaros desapareceram e as fábricas de farinha de peixe do Peru pararam, ao mesmo tempo que epidemias assolavam a região. Por outro lado, fortes inundações no centro-sul do Brasil foram responsáveis pela maior parte dos 30 mil desabrigados na América do Sul. (veja a Tabela).

1997-1998: Fortes inundações no centro-norte da Europa e inverno descaracterizado na América do Sul (muito quente) apontam para a ocorrência de outro episódio do El Niño. Os meteorologistas prevêem, entre outras consequências, muita chuva no verão de 1998 com impactos consideráveis sobre as atividades humanas no sul do Brasil.

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Última Atualização: quinta-feira, 04 de maio de 2006 às 18:24
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